sábado, 24 de outubro de 2026

Boot mais Lento? É isso que a União Europeia Quer


E aí, pessoal? Neste sábado, próximo à eleição no Brasil, trago uma notícia nada boa sobre tecnologia na União Europeia.

Em respeito às regras de "Net Zero" da União Europeia, dispositivos smart no Reino Unido terão de ser muito mais lentos na hora de ligar e desligar. A WiFi destes dispositivos deve ser desligada ao desligar o aparelho e novamente ligada no power on.

O que isso implica? A redução de até 50% de desempenho até o dispositivo estar pronto para uso com os componentes necessários funcionando.

Dispositivos que serão afetados são Smart TVs, streaming boxes, streaming sticks(Xiaomi Mi Stick e outros) e outros. Isso vai ser um inferno para quem usa estes dispositivos e depende deles para streaming. Por isso, se você é contra essas regras esdrúxulas e mora no Reino Unido, vá na OFCOM, faça barulho. A UE é uma instituição NÃO ELEITA por vocês.

Se você é brasileiro e mora no Reino Unido, compartilhe esta notícia.

Fonte: Smart TVs will be forced to wake up slowly / Telegraph

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Self-Hosting para Músicas: Positivos e Negativos

E aí, galera? Hoje venho falar de um assunto deveras interessante para a galera que gosta de fazer as coisas por si mesmo, Self-hosting para músicas, ou, o seu próprio Spotify.

Antes, o que é self-hosting? Self-hosting é usar seu próprio equipamento para hospedar seus dados para backup e streaming.

Por que fazer self-hosting? Vemos os serviços aumentando de preço, como a Netflix que aumentou para 50 reais por mês, isso é caríssimo. Eu pagava 38 reais por mês no Spotify, uma única conta.

Self-hosting é crime?

Não, apesar de algumas leis abusivas na Europa tentarem fazer com que seja. Atualmente, existem algumas condições para que não seja considerado crime, como:

  • Seu servidor NÃO deve ser público;
  • Acesso às músicas ou ao conteúdo deve ser restrito à você e aos membros de sua família(há alguns projetos de lei para mudar isso);

Tá, sabemos as condições, como agir?

No ponto 1, basta colocar o servidor por trás de uma VPN como Tailscale/Headscale, e adicionar apenas os seus dispositivos. Já o 2, os sistemas de self-hosting como Navidrome e Jellyfin contam com sistemas de login, então já dá para resolver isso se algum dispositivo entrar na sua rede interna. Então, mesmo que alguém consiga acessar seu servidor, a pessoa para na tela de login se não tiver as credenciais.

Eu falo de Tailscale/Headscale, pois estas plataformas permitem furar o bloqueio das provedoras de internet para clientes residenciais, permitindo que você acesse seu servidor mesmo estando fora de sua rede local, como em uma rede móvel, por exemplo.

Na última vez que fui para São Paulo, eu consegui acessar meu servidor de música pela Tailscale usando a internet móvel e a internet do local onde eu passei um tempo.

Tá, mas, qual o melhor aplicativo server-side para músicas?

 

Para músicas, eu recomendo o Navidrome. É um aplicativo open source que é muito ágil, faz transcode de formatos em tempo real(como FLAC max pra MP3 320, por exemplo) sem travar a reprodução do conteúdo. Basta instalar ele em Windows via NSSM ou Linux via Docker e configurar a sua biblioteca.

 

 

Minha biblioteca Navidrome, página 1(acima). Essa é a tela Recently Added, que mostra quais os álbuns mais recentes no serviço. Navidrome também tem descrições dos artistas e até consegue fazer dos compositores e outros trabalhadores das músicas.

Já como cliente, existem dois que eu recomendo. Um deles é para o PC, chamado Psysonic. Um player muito bom para Windows, que tem até uma feature na qual ele usa a frente dos discos como capa pro album se o mesmo tiver múltiplos discos, coisa que o Navidrome já suporta, veja ao lado o Top of the Tower da HAGANE. Esse negócio da frente do disco para álbuns multi-disco foi uma sugestão minha. Os devs gostaram e implementaram no Psysonic.

E para android, para que você tenha a autêntica experiência Spotify, tem o Resonus. Leve e rápido, o Resonus consegue manter uma lista enorme de músicas e puxar listas feitas no Navidrome.

Agora, vamos falar do que o povo não gosta. Quais os custos de tudo isso? Um dos custos é armazenamento, e aqui você encontra um SSD SATA para armazenamento. Porém, depende muito do tipo de música que você quer usar, pois um conjunto de FLACs pode pesar em relação a espaço, então tenha certeza de poder usar um destes.

Segundo custo: Energia. Se você tiver um equipamento que fica sempre em baixa energia como um notebook, pode instalar o Navidrome nele, o que diminui esse custo. Lembre-se, recomendo pelo menos um i5 segunda geração para dar conta do transcoding em tempo real, senão pode ser um gargalo daqueles. Se você preferir um PC dedicado, este Kamrui pode ser que resolva, parece o bastante para executar Navidrome e Jellyfin ao mesmo tempo com baixo consumo de energia.

Terceiro custo: Tempo. Um sistema destes precisa de tempo de manutenção, então é necessário verificar que tudo esteja funcionando frequentemente. Tire entre 15 e 30 minutos do seu dia para verificar, e ter certeza que ele não vai te deixar na mão quando você mais precisar. Hoje mesmo eu tive de resolver um problema com meu servidor antes de precisar. Sorte que eu identifiquei na hora, mas é necessário esse cuidado. Além de ter o cuidado, você precisa adicionar mais mídias se quiser ter uma variedade e ter sugestões em tempo real. Nem sempre você quer ouvir as mesmas músicas que você já ouve há meses, então há essa necessidade.

A questão do self-hosting é pensar o quanto você quer gastar, o quanto de tempo você tem para se dedicar ao hobby e o custo de energia elétrica executando cada serviço. Pense bem se quer manter o hobby, se vai ser útil. O jeito mais leve de começar com self-hosting é justamente via música, pois todos nós ainda temos aquela pasta de músicas baixadas via emule/Kazaa/Ares. Além disso, começar com Música, dá pra entrar com um custo baixíssimo comparado com videos ou dados pesados. O que você gasta em dez meses de Spotify já pagaria um SSD para seu computador. Lembrando que o Kamrui que mencionei acima não é obrigatório comprar, é uma SUGESTÃO.

Bom, por este post é só, basta seguir a documentação do Navidrome e você conseguirá fazer seu próprio Spotify. Boa sorte! 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Análise: Mi Stick TV Segunda Geração

E aí, pessoal? Hoje faço uma review do Mi Stick TV 2nd Gen, um dispositivo para streaming, além de recomendações de otimização.

O Mi Stick TV 2nd Gen é a segunda geração do dispositivo Mi Stick, da Xiaomi. Super compacto, o mesmo se conecta na HDMI de seu aparelho de TV ou receiver.

Usa o sistema operacional Android TV 9, que, teoricamente provê tudo que você precisa para assistir conteúdo via  streaming como Netflix, Amazon e outras plataformas.

No geral, o Mi Stick funciona bem, os comandos respondem normalmente quando o aparelho está na interface que abre logo após a compra. Porém, a Google faz uma atualização que derruba demais a performance do sistema, e muita gente acha que isso é por causa da própria Xiaomi, mas a Google que é culpada neste caso.

Armazenamento:

O Mi Stick possui armazenamento de 8 GBs, o que não é muito para armazenar mídias. Portanto, não recomendo utilizá-lo para tal. Recomendo usar via streaming como aplicativos como Jellyfin, Netflix e outros.

Performance I:

Modo full local, ou seja, apenas usando mídia local e streaming de rede. Requer servidor Jellyfin ou Kodi na mesma rede.

Já que comentamos sobre performance, vamos a um guia completo de otimização do dispositivo. Isto envolve utilizar o modo desenvolvedor e pode acabar "removendo" algumas features do mesmo, como a Netflix. Eu uso streaming via Jellyfin, então não sinto muita falta de Netflix, sei onde obter minhas mídias.

Passo 1: Vá em configurações do dispositivo e clique 7 vezes em SOBRE. Isto habilitará o modo desenvolvedor.

Passo 2: Instale o aplicativo File Manager Plus(Gerenciador de Arquivos+) pela Google Play. E instale o mesmo no seu celular. Veja este video para saber como usar com o Mi Stick.

Passo 3: Acesse o Github do Jellyfin for Android TV e baixe o APK no seu celular, e siga o procedimento do video do passo 2 para instalar. 

Passo 4: Com o modo desenvolvedor ativado, deslogue sua conta Google. A partir daqui, seu Mi Stick será DESCONECTADO da Google.

Passo 5: Vá em Configurações>Aplicativos/Apps>Mostrar Apps do Sistema e desative Google Play, Google, Google Play Filmes e TV, Google Play Services, Google Play Jogos, Netflix, Prime Video(desativando esse, volta para a interface antiga, mais rápida) e YouTube Music. Não se esqueça também de remover o uso de espaço em disco por estes aplicativos.

Passo 6: Instale o BlockAds. Abra o mesmo e bloqueie qualquer conexão do Mi Stick com os serviços Google.

Passo 7: Reinicie seu Mi Stick, conecte na WiFi e faça login em seu servidor Jellyfin ou Kodi. Abra o aplicativo e teste para ver se tudo está funcionando.

Passo 8: O Jellyfin expõe 5 canais para o Mi Stick, então os configure para que possa acessar de forma rápida suas mídias. Funcionam basicamente como os canais da Netflix e da Amazon Prime Video.

Passo 9: Se sentir falta de streaming via internet, configure o Xiaomi TV Plus, é basicamente a PlutoTV para o Mi Stick, não precisa de conta Google.

Passo 10: Para adicionar jogos ao seu Mi Stick, instale o aplicativo Moonlight Gamestreamer no mesmo e o Sunshine no seu computador que tem os jogos. Em seguida, configure os jogos utilizando tutoriais do Sunshine. Lembrando que nem todo jogo funcionará via streaming devido à problemas com a DRM do jogo, seja denuvo, launcher ou até a Steamworks. 

Pronto, a configuração está feita. O Mi Stick agora está bem otimizado para o máximo proveito local.

Performance II:

Tweak de performance sem remover Netflix ou a conta Google, pode causar problemas frequentes.

Apenas um único passo: Vá em Configurações>Apps e remova o Amazon Prime Video. Isto remove a nova interface que trava demais.

Bom, é isso. Se quiser comprar o dispositivo, pode clicar no link no topo do post ou aqui.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

OpenAI descobre campanha ligada à China contra IAs

OpenAI, a principal empresa relacionada a IA nos Estados Unidos descobriu através de pesquisas, uma campanha ligada à China cujo objetivo era fazer com que os americanos fossem contra IAs.

Os posts dessa campanha focavam em custos altos de eletricidade, demanda de água, e o impacto de grandes data-centers em comunidades locais.

O investigador da OpenAI, Ben Nimmo, disse que a campanha entrava no "bonde do debate genuíno pre-existente" ao invés de criar um novo problema.

De acordo com a OpenAI, a operação tentou "explorar e amplificar o discurso público existente", mas mostrou pouco impacto real. Nimmo disse, "Não vemos qualquer sinal de que tenham tido sucesso".

Reportagem acima no Pirat-Nation(X).

Minha opinião:

Tendo olhado as redes sociais, principalmente o X, acredito sim que tenham tido sucesso, pois o povo agora rejeita IA no geral graças aos fatores destacados acima.

Vejo muitos perfis falando do consumo de água e energia de data centers. Data centers são necessários para serviços centralizados, inclusive serviços como GovBR e Receita Federal*.

*Houve um suposto vazamento ontem à noite(11/6). A receita disse que não é verdade, porém difícil acreditar.

Todo serviço que precisa funcionar 24/7 precisa de um data center ou um servidor de hospedagem, o que acaba consumindo mais energia e talvez mais água(para resfriamento)